Tuesday, March 31, 2009

coimbra's botanical garden

faz já algum tempo que aproveitamos o sol para passear no mais belo jardim de coimbra: o botânico. dependente da universidade é um jardim clássico bem ao estilo romântico, de formas geométricas e com algumas linhas de água a alimentar fontes e pequenos lagos.
it's been a while that we took advantage of the winter sun to take a walk in the most beautiful coimbra's garden: the botanical. being a part of the university, it's a classical garden in a romantic style, with it's geometrical shapes and some lines of water feeding some fountains and small lakes.


nesta visita limitamo-nos a passear pela parte aberta, sem entrar em estufas ou áreas reservadas, bem mais espectaculares e exóticas pelos vislumbres que roubamos aqui e ali. assim estas fotos mostram sobretudo as grandes árvores que vieram de todos os continentes e a fantástica e ilimitada colecção de magnólias, bem como alguns dos edifícios que por lá sobrevivem...
in this trip we just walked through the open space, without visit nurserys or reserved areas, a lot more spectacular and exotic by the glances we snapped here-and-there. so this pics are mainly about big trees from all continents and about the unlimited collection of old magnolias, and also about some of the buildings that still survive around there...


e digo sobrevivem, porque dependendo da universidade parece um pouco ao abandono, apesar das intermináveis obras e consequentes valas e vedações que por lá abundam nestes tempos difíceis. orçamento assim obriga!
and i say survive, couse depending directly from university they seem a little abondoned, even with the never ending works and nets in this difficult times: there's no money for employes, and even less for keeping old buildings!




mesmo assim, e apesar da parte aberta ao público ser pequena, é um jardim que vale a pena visitar e muito agradável para um passeio relaxante. também se podem visitar outras partes reservadas, mas suponho que, infelizmente, só através de algum tipo de reserva!
talvez volte a mostrar mais fotos aqui no blog dessas áreas um dia destes, porque pelo buraquinho de uma janela da estufa deu para apreciar uma espantosa colecção de orquídeas e plantas tropicais, das quais infelizmente não tenho imagens...
even so, and even though the small size of the open area, it's a graden that worths a visit: very pleasunt for a nice walk or just for sit there, relax and enjoy a different nature. i suppose we may visit other areas, but only by some type of reserve!
maybe in the future i'll show here more pics of that areas, couse i had a glance through a hole in a window of the nursery and i was surprised by a fantastic collection of all types of orchids and tropical plants. unfortunatly i don't have any pics of it...

e assim chegou ao fim este maravilhoso passeio, não sei antes nos deliciar-mos com esta árvore gingatesca cujo tronco poderia ser uma casa em si mesmo...

and like this our wonderful journey came to an end, not before we could delight ourself with this huge tropical tree (ficus?) that could be an entire house in itself...



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Monday, March 30, 2009

half nelson - ryan fleck

half nelson [2006] realizado por ryan fleck é um filme invulgar, mas retrata uma realidade americana infelizmente e provavelmente bem mais comum do que o desejável. é um filme, que apesar de ausente em violência, carrega uma dureza for do vulgar. é uma viagem ao mundo da droga mas em que a decadência não é aquela que normalmente imaginamos.
conta-nos a história de uma relação professor-aluno em que o é o professor o dependente, neste caso de crack, numa espiral de destruição em que o vício lhe vai destruindo pouco a pouco a vida aparentemente bem sucedida: dá aulas num qualquer colégio americano, numa qualquer cidade e em que ninguém se parec importar muito com isso; no fundo diz-nos que qualquer um pode caír, não é por ser pobre ou rico ou destroçado ou marginalizado...
isto é bem diferente da imagem comum e padronizada que temos, em que sempre imaginamos os meninos-ricos ou pessoas problemáticas, os guetos sociais ou o desemprego, a incapacidade de ter uma vida ou a incapacidade de suportar a pressão como vítimas(?) deste flagelo. não, não é assim que as coisas acontecem, ninguém se mete nessas coisas para resolver problemas! a verdade é que é uma caminhada longa e contínua para o abismo, mas que começa por acaso.
mas o filme não nos conta nada disso, só nos mostra o momento presente do personagem, sem julgamentos ou críticas e isso sim é verdadeiramente diferente!
é um filme duro, mas em que a esperança existe, e em que uma aluna que vive no meio destas coisas acredita nele, sem palavras e sem exigências, e lhe estende a mão como se estende a mão a um amigo e o ajuda como ele a quer ajudar, sem prazos sem forçar, sem o tentar fazer ver, só por acreditar nessa amizade; ela simplesmente espera até ele ver isso...
e é duro porquê? não é só por termos acesso à sua vida, é duro por vermos que em cada esquina e em cada vida existe, é real; um verdadeiro negócio que atinge a vida de tantos e tantos. e qauntos têm esta sorte de se poder libertar? não que o filme nos mostre que essa libertação é possível, mas deixa um alívio suspenso no ar...
bem realizado, com excelente representação é um bom retrato da sociedade americana, e quiçá do mundo moderno, num ritmo algo lento, mas um filme a ver sem reservas.

a minha classificação: 7,5 em 10

Friday, March 27, 2009

o último suspiro do mouro - salman rushdie

falar de o último suspiro do mouro, de salman rushdie, é falar de uma viagem às verdadeiras consequências dos descobrimentos portugueses, é falar dos verdadeiros motivos que nos levaram a empreender tão grandiosa e louca aventura. e é falar da ganância do ódio da intolerância religiosa da sede-de-poder e do amor nas suas mais diversas formas. este é, na realidade, um conjunto de temas transversal à obra do mais-que-fenomenal rushdie; mas quem sou eu para conseguir falar disso com eloquência? peço que me perdoem por esta fraca tentativa não de o fazer, mas de falar sobre o que mais me tocou, quem sabe, neste épico extraordinário. vamos então a isso, numa divagação desonesta pois pouco conheço da verdadeira história (na escola só aprendemos a glória e numa fúria ultra-nacionalista):
este romance retrata magistralmente a saga da família gama-zogoiby com o seu império assente no comércio do grão de pimenta, contado na primeira pessoa pelo último dos seus descendentes, morais zogoiby "o mouro", que ao longo de 4 capítulos se debruça, respectivamente e por ordem sobre os seus antepassados, a sua mãe, o seu pai e ele próprio. uma narrativa épica, bem ao gosto de rushdie, que retrata exemplarmente as convulsões de uma família dividida pela sede de poder que sempre pareceu estar prestes a implodir como a própria india sempre esteve e, pelos vistos, sempre estará. os colonizadores, primeiro portugueses (em pequena escala mas grandes em poder) e depois os ingleses que nunca a conseguiram compreender, dominam pelos piores motivos, poderia ser de outra forma?!, uma terra ancestral, uma cultura muito anterior à sua dividida cada vez em maior escala pela intolerância relgiosa: cristãos contra pagãos, hindus contra muçulmanos, no fundo poderosos contra peões...
onde é que já vimos isto?! pois é, está todos os dias nos telejornais; de tanto serem espezinhados e sem mais nada a perder, enquanto os grandes fecham os olhos e enchem os bolsosm, os mais fracos amotinam-se, revoltam-se cegamente e tornam-se alvos fáceis do fanatismo encapotado normalmente sob o manto da religião.
também a família gama-zogoiby sofre do mesmo mal: os antepassados, cristãos, não se entendem e quase causam a destruição do seu império fabuloso; a tal ponto que foi um muçulmano olho-vivo-nos-negócios a erguê-lo das cinzas para uma dimensão nunca antes vista, só que à custa de outros negócios menos claros e sempre mantidas na penumbra pelo escritor, enquanto a sua mulher aurora, a verdadeira herdeira, se dedicava totalmente à sua pintura, arte onde era insuperável nessa vasta índia, com todo o seu orgulho individual num país onde o individuo quase não existe. claro que também ela se tornou odiada-amada, um alvo fácil do fanatismo numa terra em convulsão...
só na teceira parte começamos a ter um vislumbre do verdadei império dos gamas, e do homem que o construíu, abraham zogoiby, o antigo chefe do armazém das especiarias, e do pântano em que ele se movia. já o narrador tinha sido deserdado e era, por conveniência, um braço armado do seu inimigo cada vez mais poderoso.
o quarta parte vou deixar à vossa consideração, não quero estragar a caminhada do mouro, mas digo-vos desde já, que é reveladora!
todo este romance é construído paralelamente às obras artísticas a que aurora dedicou a sua vida, os quadros do mouro, através dos diversos periodos-capítulos em que retratou a sua vida e a vida do seu filho. e isto é conseguido de uma maneira assombrosa, ou não fosse ela a verdadeira visionária da estória e da história...
em suma: um romance extraordinário, por vezes algo longo mas que tem o condão de nos fazer rir e de nos fazer pensar, de nos fazer compreender e de nos fazer sonhar; mas que acima de tudo é a história da condição humana nas suas mais divergentes facetas. uma viagem intemporal em que o caminho é mais importante que o destino e que nos mostra o que nós nunca conseguimos ver: a "verdade" por trás dos acontecimentos, o amor no ódio, a alegria no despero, o Homem no homem.
este é um daqueles livros em que se quer chegar ao fim, mas quando já estamos nas imediações não queremos que termine, simplesmente imperdível!

a minha classificação: 10 em 10

frente-a-frente : head-to-head

na varanda os frente-a-frente sucedem-se, numa luta pela primazia da nossa atenção...
eu sei que não é fácil de acreditar por isso deixo-vos com estas singelas provas, um pouco maquilhadas é certo, um pequeno bónus para as ajudar na sua interminável labuta!
at the balcony head-to-heads are a constant, in a struggle for our attention...
i know it's not easy to believe in this fact so i'll let you with this single evidences, with a little make-up help for sure, but a small bonus as a help in that never ending work!

euphorbia milli versus pachipodium lamerei
narcissus mini versus narcissus desconhecido


kalanchoe blossefeldiana versus aquilegia

frésia desconhecida versus gladiulus desconhecido
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Thursday, March 26, 2009

ilustre desconhecida - illustrious unknown

tinha que acontecer: no meio de tantos bolbos algum tinha que surgir totalmente desconhecido! durante algum tempo tentei atribuir-lhe diferentes personalidades-identidades, desde lírios a íris por exemplo, mas a verdade é que após surgirem os primeiros botões logo vi que era uma total estranha...
it had to happen: in the middle of so many bulbs some totally unknown had to turn up! for some time i tried to give it some different personality, some different indentity, from lilly to iris for instance, but truth is that after the first bloom i imediatly realize it was a total stranger to me...

o mais extraordinário é que são inúmeras, um pouco por todo este jardim abalconado, e parecem gostar de todos os cantos: com sol sem sol com calor com frescura com atenção ou ao-deus-de-ará!
the most extraordinary is that they are so many, all over this balcony-garden, and they seem to like every corner of it: with and without sun with and without warm with and without attention...


são bolbos multi-resistentes bem adequados a estes tempos de crise, e lindas como são as suas flores, não me parece que venham a ser despedidos ao abrigo de uma qualquer restruturação para contenção de espaço. têm sorte, a sorte que quem precisa certamente não tem!
eu sou mais pela manutenção do que se dá bem na varanda, despedimentos só faço às que morrem, e porque necessito dos vasos...
they are multi-resistant bulbs well adapted to this times of crisis, and with their lovely flowers, i don't think they will be fired for some space contention restruturation. they are lucky, with the luck that some who need it doesn't have! i'm more for maintenance of what likes the balcony, i only fire the ones that die and that only couse i need the pots...


não sei o que são, será que alguém me ajuda?; mas parecem pequenas lindas estrelas em implosão nesta selva já vossa conhecida, um pouco de alegria colorida que nasceu neste universo selvático que nos parece envolver, que nos engole e devora a um ritmo alucinante...
i don't know what they are, maybe someone can help me?; but they look like little small imploding stars in this jungle already known by you, a little bit of colored happiness that born in this wild universe that seems to involve us, that swallow and gobble our lifes with an astunishing speed...
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Wednesday, March 25, 2009

butterfly award

recebi da mar.garida do blog http://aprendizjardineiro.blogspot.com/ este pequeno mimo, que desde já agradeço! é sempre uma alegria alguém se lembrar do nosso cantinho com estes incentivos, não é?!
assim passo o prémio a mais 5 blogs que eu gosto particularmente de ler, e são os seguintes:

i just received from mar.garida http://aprendizjardineiro.blogspot.com/ this cute award, thank you! it's always pleasant to see someone remembers our small corner with this type of encouragement, isn't it?!
now i'll pass it for 5 blogs wich i love to read:

http://maosverdes.blogspot.com/

http://bolbos-em-flor.blogspot.com/

http://crassulando.blogspot.com/

http://bayareatendrils.blogspot.com/

http://marisareis.blogspot.com/

março na varanda - march at the balcony


nos últimos posts dediquei-me mais a outras coisas que não as flores na varanda selvagem. acho que por ser mais fácil encontrar inspiração, talvez a meias com a falta de novas flores para apresentar; fruto da crise? fruto da falta de espaço? fruto da época do ano? é escolher meus senhores, é escolher!

in my last posts i was looking for new things to write about, things that aren't flowers in the wild balcony. maybe for being easier to find inspiration, maybe half term with haven't got new flowers to show; result of the crisis? result of lacking the free space? result of the time of the year? it's choosing my friends, it's just choosing!


as estórias nem sempre me surgem, elas vão e vêm ao sabor dos ventos, mas o mundo, esse, continua a girar a uma velocidade vertiginosa!
só que a natureza tem o seu ritmo próprio, continua a andar no seu próprio passo...
o futuro é incerto, e eu acabei por sentir-me algo limitado pelo tema principal do blog, como já devem ter reparado ;P
assim acabei por ceder aos meus outros interesses: pensei em fazer outros blogs temáticos paralelos à varanda, mantendo o epíteto selvagem, mas acabei por temer dar mais de mim a uns que a outros! acho que ainda não estou preparado para me fragmentar na blogosfera...

stories not always come to me, they come and go with the wind blow, but the world continues spinning with an astonishing speed! the thing is that nature as it's own rythm, walks with it's own step....
future's uncertain, and at the end i started to feel somehow limited by my blog's main theme, as you already must noticed ;P
so i finally cede to other interests: i was thinking in start some new blogs in different themes, just keeping the wild epithet, but i was afraid of giving more attention to one then to onother! i guess i'm not ready yeat to fragment myself in the wild blogosphere...

provavelmente não sou caso único, quantos de vós já teram sofrido estas pressões existenciais, a dúvida faz parte da condição humana e só os grandes se conseguem dedicar 100% a uma causa, o que não é manifestamente o meu caso em ambos os casos! a verdade é que sempre tentei as minhas graçolas, sempre tive os meus devaneios inspirados pelos últimos filmes que vi, pelos últimos sites que visitei, pelos últimos livros que li...
o que eu sei é que a nova panaceia de temas veio para ficar e, espero, que isso não defraude a varanda selvagem nem desiluda os que dela gostam, mas isso só o futuro o dirá! certo certo é que as cores e aromas da natureza nunca abandonarão este cantinho perdido, em contraponto real com a realidade (!)
espero que este humilde escritor consiga manter o interesse em todos quantos gostam de o ler, se é que isso não é um mero fruto da minha desvairada imaginação...

likely i'm not the only one (sorry lenon), almost of you had already suffer this existencial pressures, doubt is a part of human condition and only the great ones can give 100% of themselves to a single cause, and that's not my case of course, in both cases! truth is that i always tried my jokes, i always had my own reveries inspired by the last movies i watched, by last sites i had visit, by the last books i read...
what i know is that this new multitude of themes came to stay and, i hope, that doesn't embezzle the wild balcony neither whom likes to read it, but that only time will show! certain certain is that colors and nature flavours will never leave this lost little corner, a real foil with real reality(!)
i hope this humble writer may keep the interest from all who likes to read it, if that's not some weird dream of my crazy imagination...

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