Wednesday, May 20, 2009

uns dias depois - a couple of days later




uns dias depois tirei mais uma dúzia de fotos. mas mesmo assim já havia novos acontecimentos no jardim, como seria de esperar, no meio da confusão. a echeveria recém-chegada já exibe as suas espantosas flores-fogo e a rosa pode não ser a mais bonita, já a mostrei noutro post, mas dá belas fotografias mentirosas...

os hemerocallis amarelos que comprei no ano passado, estão em flor outra vez, assim, vindos do nada! mas agora noutra época, porque se bem me lembro abriram no outono da última vez! podem só durar um ou dois dias, abrir só uma ou duas de cada vez, mas mesmo assim é um belo espectáculo, digno dos melhores palcos. e das melhores audiências claro!




este rabo-de-gato foi tão engolido pela vegetação [já é mania de deixar crescer tudo o que nasce por aqui] que nem reparei que tinha botões! parece impossível mas quando dei por ela já estava assim, com estas vistosas flores, cheias de contraste e bem maiores que ele... dois grandes olhos cheios de rímel encarnado a olhar, esbugalhados, para mim! como se eu fosse alguma espécie de toupeira-das-varandas...



o cebolinho já está a ficar cheio de pompons roxos. tantos que parece um porco-espinho-mutante-do-espaço, uma creatura mítica mas real como um olhar atento pode facilmente detectar! ah, é verdade, já me esquecia da begónia: afinal foi o corte à escovinha-militar que venceu o grande concurso dos hairdressers; parece que as afros-à-marco-paulo já estão fora de moda no reino vegetal...



para o fim guardei as cascatas de flores. pequenas cascatas para ser mais preciso. a impaciente laranja gostou tanto do spot que lhe reservei que tem mais flores do que camioneta para elas! já o lampranthus está no pico da época, sempre com mais flores, cuidadosamente resguardadas do frio da noite, como se fossem pequenos astros de uma interminavel constelação diurna...
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Friday, May 15, 2009

últimas de abril - april's last ones


apesar de no último post ter tentado afugentar a preguicite que me tem assolado com estórias de outros rosários, a verdade é que ela não fugiu, e agora vejo que o atraso é sigificativo e irrecuperável. já vou tarde para o post das 10.000 visitas que vai ter de ficar para uma próxima oportunidade... mesmo assim agradeço todos os vossos incentivos, toda a vossa força, que espero resulte numa nova profusão de actividade ao nível do blog!


também as traduções para inglês ficaram atrasadas. muito mais atrasadas e neste caso a recuperação vai ser bem mais problemática. mas espero que a seu tempo também esta se normalize, já que o tradutor é mais comédia que outra coisa!

estas petúnias já as mostrei antes, mas nesta altura estava particularmente bonita, não estava? já a tamareira não ata nem desata, talvez queira mais sol ou mais água, não sei bem. mas lá vai sobrevivendo. ninguém diría que já tem uns 2 ou 3 anitos desde que semeei o carocito...


assim e à laia de recuperação deixo-vos com algumas florações novas na varanda, se bem que já tenham quase um mês e algumas inclusivamente já tenham fechado a banca por esta estação como é o caso destas ixias brancas que momentaneamente inundaram este selvático jardim...

também o brinco-de-princesa prossegue na sua nova vida em semi-sombra. mais vigoroso que nunca, embora a inundação de flores esteja do lado de fora, onde está o sol o dia inteiro. pena é que seja uma incubadora de bicheza, porque de resto acho-o magnífico, e vocês o que acham?

infelizmente não foram só descurados os posts, também me descudei com as regas e as mondas, com os adubos e os pesticidas, a modos que sofremos uma mega-assolação de mosquinhas brancas. é triste mas não encontro forma das controlar e agora que as deixei assentar arraiais a seu bel-prazer vou ser obrigado a esperar pelo frio de inverno e pelas podas para as domesticar...

já estas encontravam-se bem escondidas e logo bastante negligenciadas. a primeira vai dando novas flores com o espaçamento de apenas alguns meses. já esteve quase a morrer por muitas vezes mas logo recupera após drásticas podas para nos brindar com um raminho de belas flores...
quanto ao cebolinho é o primeiro ano que dá flores e, para dizer a verdade não sei como sobrevive uma vez que está sempre a ir parar ao tacho! mas desde que lhe passei a dar muita água ele respondeu com novo e renovado vigor :)


claro, era óbvio, com tanta densidade de vegetação qualquer praga deixada com rédea-curta se propaga como fogo nos eucaliptais. e a única solução é deixar arder...
felizmente que a natureza é pródiga em recuperações miraculosas!


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Wednesday, April 29, 2009

os livros da minha vida - primeiros tempos


tenho andado um pouco ausente. entediado mesmo. sem grande vontade para escrever no blog, ou mesmo para andar a ler outros. é certo que lhes dou uma vista de olhos, mas falta-me a energia para os ver-com-olhos-de-ver. e ainda menos para os comentar... se calhar até é melhor assim porque nestas alturas parece que tenho o dom de propagar a melancolia. a minha melancolia...
deste modo, e apesar de haver flores novas na varanda, decidi-me por fazer este post que já andava a magicar à uns tempos. para não ser massacrante vai ser dividido por fases-etapas e, espero eu, me possa reavivar a memória. e a vontade!
como já devem ter notado os livros são uma das minhas paixões, a par dos filmes e das flores (bem mais recente esta última); mas nem sempre foi assim, pelo menos ao nível dos romances...
agora um enquadramento histórico para mais tarde recordar, antes que a minha memória se dilua nos confíns do tempo:
como todas as crianças comecei pelas bandas-desenhadas, petzis, patinhas e companhia. livros só com letras ficaram para mais tarde. muito mais tarde... claro que os patinhas são algo limitados e rapidamente, visto desta longa distância, passei para os major alvegas, que alguns certamente recordarão também. mas já faz tanto tanto tempo que já nem contam! a partir daí o meu interesse derivou para os livros porquê? e como funciona? e livros de civilizações antigas cheios de ilustrações e esquemas. pois é enchi a minha pequenina cabecinha de pré-adolescente com estas coisas e mais alguns asterix e lucky lukes. não havia muita coisa nesses tempos e depressa coloquei a leitura de lado para me dedicar às brincadeiras com os meus vizinhos-amigos-colegas!
mas o bichinho estava lá, escondido mas estava lá. e graças às colecções do meu irmão voltei à leitura através da genial enid blyton: primeiro os cinco e depois todos os outros. devorei as colecções completas e sonhei viver aquelas aventuras todas. era já a magia da leitura a funcionar...
rapidamente fiquei sem nada de interesse, ou melhor, que me interessasse para ler. e isto durou alguns anos penso eu de que. até que a minha compreenção atingisse outro tema sobre o qual o meu interesse era crescente: o espaço. obviamente o caminho a seguir era a ficção-científica e também tinha uma bela colecção à minha espera sobre o tema. com a minha sorte a funcionar em pleno acho que agarrei então um livro qualquer desse mestre, robert heinlein, e a minha curiosidade nunca mais parou de crescer. li tudo o que tinha, dezenas e dezenas de livros da europa-américa, argonauta e depois da caminho, tratando evidentemente de completar a lista com novas aquisições. as minhas primeiras compras em termos de livros. foi um periodo de leitura compulsiva, mas também ele se esgotou, mais ou menos...
só quando li os tolkien voltei a um ritmo que ainda hoje mantenho, com altos-e-baixos, mas sempre a somar. o hobbit e depois o senhor dos aneis, devia ter uns 14 ou 15 anos. são livros magníficos, a anos-luz dos miseráveis filmes neles baseados claro. ainda hoje me pergunto como foi possível fazer um tão astronómico lixo com aqueles contos-negros fabulosos que agarram qualquer leitor!
depois vieram as brumas de avalon, outra estória magnífica que aconselho vivamente a ler, mesmo que sejam mais próprios para a juventude, a abrir caminho para outras leituras mais exigentes, como o espantoso stalker e o visionário isaac asimov. claro que houve outros: j.g. balard, philip jose farmer, harry harrison, etc etc etc. ainda hoje gosto de ler ocasionalmente...
e ainda outros, outras escritas achadas por acaso na biblioteca da escola, como o a oeste do eden por exemplo, mas a minha memória já não atinge tão grandes distâncias como nos antigamentes ;P
para acabar fica o autor que inicía uma nova fase, a fase dos romances propriamente dita, com a sua escrita triste e meditativa, com os seus temas sérios levados ao extremo dos sentimentos, com os seus pontos-de-vista tão diferentes de um adolescente, mas de que maneira cativante: milan kundera. para mim foi o verdadeiro início de uma maravilhosa viagem-aventura que não mais parou! mas esta é uma viagem que fica para outros posts...
[para quem estava sem vontade fiz um verdadeiro testamento, não foi?! acho que é o poder das letras a falar mais alto...]
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Thursday, April 23, 2009

campos do lis - fields of lis river



na continuação do nosso passeio na praia da vieira, acabamos por ter de voltar a casa. para quem conhece o lado-de-lá vai ser fácil reconhecer estes pinheiros que marcam a entrada do caminho de acesso à praia deserta. por muitas vezes fiz este caminho a pé, quando era mais jovem, e era uma verdadeira tortura na altura, para chegar às afamadas moelas do bar que eram sem dúvida alguma as melhores que já tive a oportunidade de provar ;P

mas desta vez a deslocação era feita de carro e o destino era outro: vir pela estrada do campo, também ela palco de tantas viagens nocturnas em tempos de inconsciência juvenil após noites de excessos nos bares da praia. esses tempos já lá vão mas a estrada parece ainda parada no tempo...
como se vê o tempo estava propício para belas fotos, com estas núvens e estas cores da primavera para as compôr em grande estilo, mas como a hora já era tardia e a luz já começava a escassear, elas infelizmente não estão a fazer juz aos quadros que se dispunham perante os nossos olhos.


mesmo assim, e com alguma ajuda digital, acho que dá para ter uma ideia da beleza pacífica do local! com o avanço da idade passamos a ver as paisagens de sempre com outros olhos; são os mesmo lugares mas há algo neles que nos toca a alma de maneira diferente. talvez seja a calma com que nos dispomos a viajar, talvez seja o saudosismo de tantas aventuras, de ir à fruta de ir passear de motita, de ir aproveitar o verão quando a vida se resumia a isso mesmo...
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Tuesday, April 21, 2009

rosas - roses

as minhas primeira rosas da temporada começaram a aparecer. para já fazem juz ao nome e são rosas cor-de-rosa como mandam as leis!
gosto muito destas primeiras que mostro e que são minis como dá para ver na foto. como sempre sofrem grandes ataques de aranhiços-vermelhos e diz-me a experiência que estes só se vão mesmo embora quando ficar sem folhas....


esta foi uma das que roubei no jardim da mamã, mas no meio de tantas bonitas saiu-me esta meia feiosa. não se deixem enganar pela foto, só é formosa enquanto não abrir o botão, depois ficaa com ar de papel velho! de qualquer maneira, feias ou bonitas eu dou tratamento vip a todas ;)



como ainda só tenho estas duas com flor por agora, passo a mostrar uns close-ups só para encher o post de mais das mesmas cores...
pena é que não possam cheirá-la, porque é divinal. isto claro se nao ficarem com a narigueta cheia de micro-teias de aranha!
é a mesma também de mais perto :( mal posso esperar por ver as outras estacas que andei a plantar por todo o lado: pode ser que haja alguma mais bonita, o que não é difícil, para mostrar da próxima vez! já a framboesa atrás da rosa está bem bonita e carregada de florezinhas, o que é sem dúvida uma boa notícia: mesmo que saibam um pouco a perfume em demasia são frutos deliciosos para o meu paladar ;P (já estou a salivar com a espera)
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Sunday, April 19, 2009

a varanda da rua - the street balcony


até agora, como sabem meus amigos, tenho vindo a mostrar muitas fotografias da varanda-selva, mas sempre vistas de dentro. assim não é de estranhar, dada a minha tendência para o coleccionismo, que este exíguo espaço pareça, como na realidade está, uma reserva natural invadida pelo verde...
agora pela primeira vez, sim porque há uma primeira vez para tudo, mostro aqui uma perspectiva diferente do nosso jardim: uma perspectiva tirada da rua que passa lá em baixo. vista assim a varanda já não é tão selvagem, foi preciso esperar e esperar mais que as plantinhas crescessem, para ocuparem uma posição relevantemente visível neste prédio nu de verdes!

como o meu zoom é digital, as fotos não são esclarecedoras, mas que posso eu fazer? se deixo ficar não passa de uma miniatura distante de um micro jardim citadino; se ampliar mais fica tudo aos quadradinhos, malditos pixeis!



quem será este? quem conhece não pode deixar de reparar na cabeça inclinada para um lado;) e parece estar a tirar fotografias à socapa! pois é por momentos fiquei confundido, mas não deixava de ser uma selva também, só que uma selva de paralelos brancos...
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Saturday, April 18, 2009

prémio sair das palavras

a pouco e pouco a varanda selvagem vai recebendo estes pequenos prémios, neste caso oferta do nélio e do sair das palavras. e apouco e pouco, com algumas semanas de atraso lá os vou buscar para embelezar o blog. apesar de demorar gosto muito de os receber, e ao visitar os meus blogs favoritos apercebo-me da nossa pequena comunidade de amantes da natureza e não só! após um início por vezes titubiante e outras fervoroso estes selos são um reconhecimento de todos quanto gosam de nos ler e de todos quantos gostaamos de visitar, mesmo que virtualmente: quantas viagens não fazemos na blogosfera por esse mundo fora, e mesmo em portugal quantos magníficos locais distantes, como a madeira do nélio que nos faz sonhar com passeios inesqueciveis por essa portentosa paisagem de cortar a respiração, ou com os assuntos pertinentes do nosso portugal no sair das palavras...
obrigado a todos por estas lembranças, a varanda agradece estas viagens de alma-e-coração!!!